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CDI MG - Fábrica da Cidadania: unindo tecnologia, empreendedorismo e arte

Qualificação profissional, mais oportunidades de trabalho e preservação do meio ambiente são alguns dos benefícios proporcionados pela Fábrica da Cidadania, projeto do CDI Minas Gerais cuja primeira parceria foi com a Sucesu-MG (Sociedade dos Usuários de Informática e Telecomunicações). Num espaço de 300 metros quadrados, no bairro de Nova Granada, em Belo Horizonte, jovens de 16 a 24 anos são capacitados em montagem e manutenção de computadores, abrindo um leque de possibilidades de emprego e geração de renda. Além disso, recondicionar e reaproveitar computadores que seriam descartados ajuda a reduzir o lixo tecnológico. Mas os resultados da Fábrica da Cidadania vão além dos impactos econômicos e ambientais. Os equipamentos vistoriados, provenientes de doações, são destinados às Escolas de Informática e Cidadania do CDI-MG, contemplando populações de baixa renda. Já no ano de 2005, quando o projeto começou, cerca de 400 computadores foram recondicionados e destinados para uso social. Cristian Gonçalves, de 17 anos, conseguiu seu primeiro emprego depois que aprendeu a fazer upgrade em computadores na Fábrica de Cidadania. Obteve uma oportunidade no Centro Universitário UNA, instituição de ensino superior da capital mineira. “Fazer parte do projeto me abriu novos caminhos”, afirma o rapaz, que é um dos 120 jovens que passaram pela capacitação entre 2005 e 2006.

Muitos alunos da Fábrica vêm das próprias Escolas de Informática e Cidadania do CDI Minas. Eles passam por um processo seletivo com o intuito de revelar suas potencialidades. O projeto procura identificar os jovens com mais necessidade financeira e também reunir pessoas de diferentes comunidades da região metropolitana de Belo Horizonte, para que possam estabelecer uma troca rica de informações. Tempo não lhes falta: durante o curso, eles convivem 160 horas, divididas entre aulas técnicas e comportamentais e conteúdos sobre empreendedorismo, ética, Direito e relações do trabalho. Os alunos recebem uma formação geral, voltada para o mercado, assistem a palestras ministradas por executivos e participam de uma atividade chamada Linha da Vida, na qual desenvolvem os seus planos e desenham suas perspectivas para o futuro. O resultado tem sido promissor. Em Contagem, região metropolitana de BH, quatro ex-alunas da Fábrica se uniram para montar uma empresa de assistência técnica para computadores, a Chip7.com. “As aulas de empreendedorismo nos fizeram perceber que é possível ter um negócio próprio”, conta Lidiane Souza, de 21 anos. “Pode ser difícil no começo, mas, se conduzirmos bem o negócio, podemos garantir nosso futuro”, ressalta ela. Hoje, a Fábrica de Cidadania está operando também em Campinas e, em breve, irá para São Paulo.


Desdobramentos

Em 2006, fruto de uma outra parceria do CDI – desta vez com o Projeto Guernica, vinculado à Prefeitura de Belo Horizonte –, os participantes da Fábrica da Cidadania tiveram acesso a novos conhecimentos. Monitores do Guernica grafitaram 50 computadores reciclados pelos alunos da Fábrica da Cidadania, que ainda forneceu as tintas e outros materiais. Foi o primeiro contato dos alunos com esse tipo de arte, já se pensando numa futura capacitação. O projeto Guernica costuma promover oficinas para o público jovem, voltadas para a história da arte e da cidade, visando à participação cidadã e ao mercado de trabalho, seja na área da moda, dos quadrinhos, do web design ou tantas outras. A técnica utilizada é a de aerografia. Alguns dos 50 PCs grafitados (tendo como fonte de inspiração obras famosas da pintura mundial e paisagens locais, entre elas a famosa Igreja da Pampulha, na capital mineira) foram levados para uma Escola de Informática e Cidadania localizada em uma instituição psiquiátrica de BH, de forma a trazer vida nova ao ambiente e estabelecer uma familiaridade dos pacientes com a arte. Já outros permanecem na Fábrica da Cidadania com a intenção de serem expostos e até comercializados. A idéia é remunerar os alunos que se envolverem futuramente com a grafitagem e destinar recursos também para ampliar o projeto.

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Comentário de AUGUSTO JUNIOR ROLIMREIS em 8 abril 2010 às 20:41
como faço pra fazer um projeto desses na minha comunidade
conhecimento eu tenho quero saber como faço para emplantar
qual o caminho devo levar
quem pode me fornecer um projeto no papel?
qual o custo mensal
quantas maquinas devo ter?
o cdi pode fornecer algum material??
espero resposta com urgencia
augustorrolim@gmail.com
Comentário de JOSE NUNES em 13 setembro 2009 às 0:33
vl.goste do projeto,tenho muita vontade de ter um projeto deste em miniha comunidade.

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